{"id":10383,"date":"2019-01-18T14:11:52","date_gmt":"2019-01-18T16:11:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/?p=10383"},"modified":"2019-01-18T14:11:52","modified_gmt":"2019-01-18T16:11:52","slug":"curta-no-museu-2019-abre-os-projetos-no-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/materias\/curta-no-museu-2019-abre-os-projetos-no-solar\/","title":{"rendered":"\u2018Curta no Museu\u2019 2019 abre os projetos no Solar"},"content":{"rendered":"<p>A abertura da temporada 2019 do \u2018Curta no Museu\u2019 aconteceu esta semana com o curta-metragem \u2018Is\u00e1lia\u2019 e a presen\u00e7a, em uma Roda de Conversa formada ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o, do diretor Marcelo Tosta. As sess\u00f5es s\u00e3o gratuitas e t\u00eam enchido o audit\u00f3rio Presidente Washington Luiz, com capacidade limitada a 35 expectadores. O programa, que d\u00e1 prefer\u00eancia a produ\u00e7\u00f5es regionais, \u00e9 sempre bastante elogiado pelo ecl\u00e9tico p\u00fablico presente, de adolescentes a idosos, e especialmente por profissionais das artes e professores.<\/p>\n<p>O filme \u2018Is\u00e1lia\u2019 se apropria do discurso po\u00e9tico, uma das marcas de Marcelo Tosta, para representar os conflitos internos de uma personagem essencialmente brasileira que verbaliza os seus pensamentos com a for\u00e7a de um impulso. O curta foi seguido de uma Roda de Conversa com a media\u00e7\u00e3o do produtor do projeto, Helder Santana, na qual diversos temas foram levantados pelos participantes: m\u00fasica, cen\u00e1rio, figurino, luz e tamb\u00e9m os conflitos que envolvem os lugares sociais, o machismo, o feminismo e a rebeldia diante de comportamentos padr\u00f5es.<\/p>\n<p>Marcelo Tosta ressaltou a necessidade de produ\u00e7\u00f5es como \u2018Is\u00e1lia\u2019 e de encontros como o \u2018Curta no Museu\u201d, no Solar dos Mellos. &#8220;Precisamos resgatar a crian\u00e7a que existe dentro da gente que sente uma vontade de ver as coisas al\u00e9m do que parecem ser. O filme que vimos hoje \u00e9 uma hist\u00f3ria em que provavelmente, em algum momento, podemos nos reconhecer. Podemos estranhar, mas tamb\u00e9m encontrar sentido em alguma coisa por semelhan\u00e7a. A hist\u00f3ria de hoje \u00e9 dedicada a pessoas que est\u00e3o por a\u00ed, num tempo urgente como o de agora. Este modo de olhar \u00e9 um ato de resist\u00eancia e este encontro \u00e9 resist\u00eancia, porque o afeto \u00e9 resist\u00eancia. Aqui podemos olhar para n\u00f3s mesmos e olharmos um para o outro&#8230; Quando falo em resist\u00eancia, refiro-me ao n\u00e3o abandonar a si pr\u00f3prio e o pr\u00f3prio desejo&#8230; O essencial \u00e9 que vamos sair daqui hoje um pouco diferentes&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o do teatr\u00f3logo e cineasta foi confirmada pelos depoimentos dos participantes da Roda de Conversa, como a bacharel em Direito, Raquel Komura, que salientou que pretende participar dos pr\u00f3ximos projetos. \u201cCom este momento de reflex\u00e3o a partir das mensagens passadas pelo filme e com esta troca, eu pude perceber o quanto a nossa voz \u00e9 importante. Algu\u00e9m aqui falou em bolhas e eu acredito que realmente estamos nos isolando. Percebo muito isso nas redes sociais pela rejei\u00e7\u00e3o por opini\u00f5es diferentes. As pessoas n\u00e3o est\u00e3o sabendo lidar com isto\u201d, observou.<\/p>\n<p>J\u00e1 a professora Silvia Martins, resumiu bem o conflito da protagonista. \u201cEla queria ser vista e colocar os seus sentimentos para fora\u201d. Ainda o produtor independente de curtas produzidos em Maca\u00e9, Reinaldo Lima, da Cia Grotowski, que conta com tr\u00eas produ\u00e7\u00f5es artesanais, ressaltou o diretor, o figurino e os atores. \u201cFa\u00e7o este destaque, porque eles est\u00e3o ali para representar o pr\u00f3ximo com disponibilidade, compaix\u00e3o e a empatia de passar algo de bom para o outro. Tenho gratid\u00e3o de ver um produto totalmente independente tocando as pessoas e levantando v\u00e1rias reflex\u00f5es, disse.<\/p>\n<p><strong>Audiovisual regional<\/p>\n<p><\/strong>Entre as produ\u00e7\u00f5es da Cia Grotowski est\u00e1 \u2018O Carij\u00f3\u2019, de 2016, que ser\u00e1 apresentado em mar\u00e7o no \u2018Curta no Museu\u2019. Neste filme, que foi gravado no distrito do Frade, Regi\u00e3o Serrana de Maca\u00e9, Reinaldo assina a dire\u00e7\u00e3o de fotografia . \u201c\u2018O Carij\u00f3\u2019 prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre a inoc\u00eancia. Mas, de fato, \u00e9 um filme mais para sentir. A hist\u00f3ria \u00e9 contada de uma forma fotogr\u00e1fica\u201d, define Reinaldo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o diretor de \u2018Is\u00e1lia\u2019 falou sobre um outro trabalho seu que ser\u00e1 apresentado no \u2018Curta no Museu\u2019, o \u2018Como a cor do fogo\u2019, que foi gravado em 1997 e depois de vinte anos, editado. O curta foi filmado em uma linda lagoa que atualmente est\u00e1 seca. \u201c\u2018Como a cor do fogo\u2019 \u00e9 um registro deste movimento e desta fome. Eu procuro tratar do \u2018Onde \u00e9 a sua dor e de que \u00e9 a sua fome?\u2019. Estes s\u00e3o temas que muito me interessam\u201d, frisou. O mais novo projeto do cineasta \u00e9 o \u2018Le Petit\u2019, que trata de um reformat\u00f3rio rural para meninas negras.<\/p>\n<div id=\"content-news-photos-related\">Fonte: Prefeitura de Maca\u00e9<br \/>\nJornalista: Andr\u00e9a Lisboa<br \/>\n<b>Foto:<\/b> Rui Porto Filho<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A abertura da temporada 2019 do \u2018Curta no Museu\u2019 aconteceu esta semana com o curta-metragem \u2018Is\u00e1lia\u2019 e a presen\u00e7a, em<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":10384,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[177],"tags":[],"class_list":["post-10383","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10383"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10383\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10385,"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10383\/revisions\/10385"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10384"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.azullimao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}