Com Neuralink, Elon Musk espera transformar humanos em ciborgues em quatro anos

Fonte: computerworld.com.br

Em entrevista a site, empresário detalhou planos de desenvolver interface cérebro-máquina para impulsionar habilidades cognitivas de humanos

Carla Matsu
Elon Musk é um sujeito de grandes ambições. As empresas que criou, Tesla e SpaceX, têm tentado redefinir a forma como dirigimos, como nos beneficiamos da energia solar e como exploramos os limites do espaço. Agora, o empreendedor sul-africano quer, por meio de uma nova empresa, redefinir como os humanos serão no futuro.

A primeira vez que ouvimos falar da ligação de Musk com a Neuralink foi no final de março passado, quando o jornal Wall Street Journal reportou o novo empreendimento do empresário. Fundada como uma empresa de pesquisa médica na Califórnia em julho de 2016, a Neuralink se propõe a criar uma interface cérebro-máquina para fazer de nós humanos uma espécie ciborgue alimentada pela inteligência artificial.
Agora, Musk deu mais detalhes sobre seu novo projeto que parece ter saído de alguma epifania de ficção científica em entrevista ao site Wait, but why? Em resumo, o objetivo principal da Neuralink é transformar a inteligência artificial na nuvem uma extensão do cérebro humano.

“Se eu tivesse que definir um conceito para você, seria essencialmente uma telepatia consensual”, definiu Musk.

A ideia por trás da chamada tecnologia de redes neurais seria o implante de pequenos eletrodos no cérebro que poderiam fazer o download (e upload) dos nossos pensamentos.
“Há um monte de conceitos em sua cabeça que então o seu cérebro precisa tentar comprimir nessa incrível baixa taxa de dados que nós chamamos de discurso ou escrita”, disse Musk na recente entrevista. “Se você tem duas interfaces cerebrais, você poderia realmente realizar uma comunicação conceitual descompactada direta com outra pessoa.”

Em entrevistas e eventos passados, o empresário já dava indícios de suas novas ambições. “Com o tempo, eu penso que nós provavelmente veremos uma fusão mais próxima entre a inteligência biológica e a inteligência digital”, disse a uma plateia em Dubai. Ele disse que se trataria de impulsionar a velocidade de conexão entre o cérebro e a versão digital de nós mesmos.

Musk também nunca escondeu que vê no desenvolvimento da inteligência artificial uma potencial ameaça à humanidade. E bem, se não se pode superar o “inimigo”, melhor mesmo juntar-se a ele, certo? Combater a ascensão da inteligência artificial com a inteligência artificial. Uma interface do tipo seria vital para humanos competirem com robôs no futuro, disse Musk.

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Além das posições de CEO da Tesla e da SpaceX, o executivo confirmou que será também o presidente da nova Neuralink. Os prazos para a empresa mostrar a que veio também soam ambiciosos tendo em vista que a Neuralink pretende criar e lançar no mercado seu produto de “telepatia consensual” nos próximos quatro anos.

Inicialmente, ele será dedicado a pessoas com deficiências e limitações, como pacientes que tiveram lesão cerebral causadas por tumores, derrames e outras enfermidades. Porém, eventualmente, em oito a dez anos, a tecnologia poderia estar disponível para qualquer pessoa.

Entretanto, Musk ressalta que o prazo para o lançamento de uma tecnologia dessas depende também de aprovação regulatória e, claro, de como pacientes responderão ao “tratamento”.

Interfaces do tipo cérebro-máquina que recorrem a implantes invasivos de eletrodos já existem atualmente. Entretanto, seu uso é limitado ao tratamento de pacientes com Parkinson e epilepsia e outras doenças neurodegenerativas.

No ano passado, um homem tetraplégico nos Estados Unidos conseguiu sentir o toque em uma mão robótica através de eletrodos implantados no seu cérebro. Segundo os pesquisadores, tratava-se da primeira vez que um implante neural permitiu que uma pessoa pudesse ter a sensação do toque através de uma prótese ao estimular diretamente seu cérebro.

A startup Kernel, criada pelo cofundador da Braintree, Bryan Johnson, também tenta ampliar nossas capacidades cognitivas. Johnson investiu US$ 100 milhões do próprio bolso e está aumentando seu time de neurocientistas e engenheiros de software na tentativa de reverter os efeitos de doenças degenerativas e, eventualmente, tornar nossos cérebros mais rápidos, inteligentes e conectados.
Na semana passada, o Facebook revelou também ter interesse em colocar-se como fornecedor para um futuro onde humanos poderão ser impulsionados por acessórios alimentados por inteligência artificial. Na conferência para desenvolvedores, a F8, a companhia apresentou seu projeto que pretende habilitar usuários a digitarem só com a força do pensamento.

Fonte: computerworld.com.br

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