23/05/2006
Denise Rangel
23 de maio de 2006
A calçada do estacionamento rotativo em frente ao Colégio Luiz Reid, na rua Teixeira de Gouveia, está cheia de buracos e desníveis... Partindo do princípio de que um automóvel paga R$ 2 (dois reais) por hora e que existem 120 vagas no local, acredito, desculpe se eu estiver enganada, que o lucro obtido, por dia, daria para deixar aquela calçada ladrilhada com pedrinhas de brilhante. Não é não?
Depois do zum zum zum de que o Cavalo Negro iria fechar as portas... Que nada... Risos... A função das meninas começa a partir das 20h e a Rui Barbosa, ali nas proximidades do posto Ypiranga, o coro come!
Numa pinta, ontem às 10h30, na Veríssimo de Mello, Helô Davino e Sandra Lima. A primeira passa a semana na terrinha dando uma força para a irmã, Irene, naquela loja linda, da Julio Olivier e, a segunda, já de férias marcadas, já com a passagem na mão com destino à Grécia.
Enquanto no Rio de Janeiro morar em vila está em voga, por aqui, morar em vila (dependendo de qual, claro) é um verdadeiro suplício... As senhoras que têm como universo somente a residência e o corredor da vila, não vacilam em cuidar e falar da vida alheia, inclusive colocando a moral dos outros a prova – que dá processo, como se esta fosse uma extensão do seu quintal... Vale enfocar que o universo de uma casa é pequeno demais para quem tem necessidade de se comunicar, de produzir e de crescer como ser humano... Então, mãos a obra: livros bombam nas prateleiras das livrarias e entidades filantrópicas estão ávidas por voluntários (as). Tem uma vila, no centro de Macaé, que já tem até apelido, em homenagem a uma das mais antigas moradoras e a mais linguaruda das linguarudas, que se faz de solícita, mas no fundo é curiosa, que tira onda de boazinha, mas só para poder entrar na sua casa e sair dela falando para os vizinhos, o que você tem ou deixa de ter... “Vila da Fifi”. Cruzes! Risos.
Não dá para entender: não há comida, habitação, escola, saúde, emprego, segurança, presídios e a população cresce em progressão geométrica, principalmente nas camadas pobres... Se continuar neste ritmo em breve seremos a África do continente americano... Demagogia à parte, já passou da hora de começarmos o controle da natalidade; não com abortos, mas com orientações, anticonceptivos...
Ouvi falar que o Brasil recebeu como bônus de guerra a possessão da Ilha de Trindade, a 1.167 km de Vitória, ES, mais ou menos 1/3 da travessia entre Brasil e África. E parece que lá funciona uma base naval da Marinha sem proveito prático... Se é fato ou boato, não consegui apurar. Se é verdade, fica a sugestão: por que não criar por lá um presídio de segurança máxima? Afinal de contas estamos vivendo sob outra ditadura: os marginais, que reprimem a população, fecham escolas e comércio, ditam regras, fazem ameaças e exigem o cumprimento de suas ordens...
Está pintando uma nova profissão... O personal iPod. Funciona assim, ó: contrata-se um DJ para reunir no aparelho as canções preferidas do cliente. Ideal para quem não tem paciência e muito menos tempo, para ficar ho-ras no computador baixando música. Dependendo da memória, a trilha chega a custar R$ 2 mil.
Gente, vou ficando por aqui, boa semana para todos e volto na sexta, se Deus quiser... Até lá!
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