Em Voga - Denise Rangel

10/12/2005
COLUNA DO DIARIO DA COSTA DO SOL DO DIA 09 DE DEZEMBRO DE 2005

Se fosse feita uma enquete nas ruas com a pergunta: “Você tem a vida que pediu a Deus?”, a maioria responderia com um sonoro “quá quá quá”.
Lógico que alguém desempregado, doente ou que tenha sido vítima de uma tragédia pessoal não estará muito entusiasmado. 
Mas mesmo os que teriam motivos para estar (aqueles que possuem emprego, saúde e alguma relação afetiva, que é considerada a tríade da felicidade) também não têm achado muita graça na vida. 
O mundo é habitado por pessoas frustradas com o próprio trabalho, pessoas que não estão satisfeitas com o relacionamento que construíram, pessoas saudosas de velhos amores, pessoas que gostariam de estar morando em outro lugar, pessoas que se julgam injustiçadas pelo destino, pessoas que não agüentam mais viver com o dinheiro contado, pessoas que gostariam de ter uma vida social mais agitada, pessoas que prefeririam ter um corpo mais em forma, enfim, os exemplos se amontoam. 
Se formos espiar pelo buraco da fechadura de cada um, descobriremos que estão todos relativamente bem, mas poderiam estar melhor. 
Por que não estão? Ora, a culpa é do governo, do papa, da sociedade, do capitalismo, da mídia, do inferno zodiacal, dos carboidratos, dos hormônios e demais bodes expiatórios dos nossos infernizantes dilemas. A culpa é de tudo e de todos, menos nossa. 
Um amigo meu, psiquiatra, costuma dizer uma frase atordoante. Ele acredita que todas as pessoas possuem a vida que desejam. Podem até não estar satisfeitas, mas vivem exatamente do jeito que acham que devem. Ninguém as força a nada, nem o governo, nem o papa, nem a mídia. A gente tem a vida que pediu, sim. Se ela não está boa, quem nos impede de buscar outras opções? 
Quase subo pelas paredes quando entro neste papo com ele porque respeito muito as fraquezas humanas. Sei como é difícil interromper uma trajetória de anos e arriscar-se no desconhecido. Reconheço os diversos fatores - família, amigos, opinião alheia - que nos conduzem ao acomodamento. 
Por outro lado, sei que este meu amigo está certo. Somos os roteiristas da nossa própria história, podemos dar o final que quisermos para nossas cenas. Mas temos que querer de verdade. Querer pra valer. É este o esforço que nos falta. 
A mulher que diz que adoraria se separar mas não o faz por causa dos filhos, no fundo não quer se separar. O homem que diz que adoraria ganhar a vida em outra atividade, mas já não é jovem para experimentar, no fundo não quer tentar mais nada. 
É lá no fundo que estão as razões verdadeiras que levam as pessoas a mudar ou a manter as coisas como estão. É lá no fundo que os desejos e as necessidades se confrontam. Em vez de nos queixarmos, ganharíamos mais se nadássemos até lá embaixo para trazer a verdade à tona. E então deixar de sofrer. (Martha Medeiros)

Rapidinhas
Já cheguei à conclusão que não adianta mais reclamar... Todo mundo já sabe que, em Macaé, quando chove, as ruas alagam, os esgotos brotam e a cidade vira um caos... Faltam pouquíssimos dias para o final de 2005, então, só nos resta torcer para que Riverton e sua equipe, no próximo ano, comecem a resolver os problemas deixados pelo governo anterior, usando o critério da prioridade. Agradar a gregos e a troianos é difícil, quase impossível, mas sanar as necessidades básicas da população, não seria nenhum exagero... Estamos torcendo.

Duas festas de fim de ano, glamourosas, já começam a agitar os que por aqui resolveram passar o réveillon... Ambas prometem muita animação e requinte... Voilà.

Como Macaé não é mais a mesma, não posso divulgar os nomes dos santos, mas o milagre, sim... Dois amigos meus passarão o réveillon em um navio italiano com destino à Argentina... Tango, bom vinho, gente bonita, chique e elegante... 

Fiquei bege Bahia quando vi a programação de fim de ano de Macaé. Municípios que não recebem tanto de arrecadação, oferecerão programação bem mais agradável do que a que teremos por aqui. Parece brincadeira, e de muito mau gosto. Desculpem a sinceridade.

Mas é claro que os hotéis, por aqui, não estarão lotados para as festas de fim de ano... Cadê o turismo? O que que Macaé oferece, para os turistas, além do mar, do forte velho, do farol, da igreja de Santana, do Solar dos Mellos??? A serra? Ahh, a serra sim... Então que hotéis, de gabarito, sejam construídos por lá. Pronto. 
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restaurante e pizzaria
Av. Atlântica, 2910 -
 Praia dos Cavaleiros - Macaé/RJ 
 
(22) 2773-3736



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