06/03/2007
Denise Rangel
06 março 2007
O re-encontro do amor na maturidade – Por Denise Rangel
Quem não gostaria de viver, aos 40, 50, 60, 70, 80 anos, um amor daqueles... que
as pernas tremem, o coração dispara ao sinal de qualquer olhar, de um toque, de um
momento junto? E quantos, realmente, conseguem?
As pessoas estão, cada dia, mais fechadas em si... Mais medrosas.
Encontrar um amor assim, de repente, que fala a mesma linguagem, tem as mesmas
carências, as mesmas maneiras de demonstrar afeto... É algo raro. E se você
encontrar, muitas vezes tem medo de que aquilo seja verdade, ou uma mentira, um
engano, ou um desengano.
No primeiro momento tenta fugir, pensa que é mais um truque do destino, uma brincadeira sem graça. Mas... e quando os dias passam, os meses, ou até mesmo osanos, e você vai se encaixando àquela pessoa e ela a você, o que fazer?
Aos 40, 50, 60, 70, 80 anos, dificilmente não se passou por uma relação e, com
marcas na alma... Talvez daí tanto medo de tentar recomeçar, de cometer os mesmos
erros que levaram o casamento, ou relacionamento, ao fim...
Mas e se tentarmos usando as borboletas que temos na alma ... Aquelas que um dia
foram lagartas, que não sabiam voar?
Tão bom poder receber da vida mais uma oportunidade, tão bom poder sentir amor no
coração e este ser recíproco, na maturidade...
Esta crônica é uma homenagem ao amor... Ao que um dia tivemos e perdemos, afinal
estamos aqui para ganhar e perder e, para os amores que estão nascendo, crescendo,
tomando forma e se tornando, deliciosamente, um presente a cada manhã...
Viva a vida! Viva o amor! Viva a capacidade de sermos dotados de todos os bons
sentimentos... Viva as oportunidades! Viva!
Para todos... Um excelente fim de semana... Fui!
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