Em Voga - Denise Rangel


10/10/2006
Denise Rangel 10 de outubro 2006

Minha Criança
Artur da Távola

...Minha criança possui incomensuráveis solidões diante do mistério do infinito. Ainda recua diante do violento embora não o tema e ainda se infiltra em episódios de distração e inocência inexplicáveis num homem com minha carga de vivências. Minha criança ainda gosta de abraço caloroso, proteções misteriosas e de um modo de rezar que o adulto nunca mais conseguiu tais a entrega e a total confiança no Mistério e na proteção de Deus.
Minha criança carrega o melhor de mim, é portadora de meu modo triste de falar de coisas alegres e de algum susto misterioso sempre que se impõe alguma expectativa. Minha criança é inteira, mansa, bondosa e linda. Eu a amo, preservo, e dou boas gargalhadas quando a vejo infiltrar-se nas graves decisões de algumas de minhas responsabilidades adultas. Ninguém a vê salvo eu. Ninguém a acaricia salvo eu, que a estimo, procuro e admiro mais a cada dia e com quem converso histórias infinitas que somente a imaginação pode conceber no universo maravilhoso da fabulação.
Diariamente passeio com minha criança e estou muito feliz por cumprimentá-la, levar-lhe balas, nuvens, aquele cão da meninice, as canções de minha mãe e os carinhos de meu pai, levar-lhe os presentes que ganhava de meu padrinho e toda a enorme vontade de ser que então adivinhava para a minha vida. Vida que chegou, ameaça passar, e da qual não me arrependo. Minha criança adivinhou em seus sonhos o adulto que eu queria ser.
Talvez com menos tensões, mas igualzinho em meu modo de amar a vida.

Nesta quinta-feira, o Tênis Clube estará recebendo a petizada para uma super farra, regada a algodão doce, pipoca, cachorro-quente, maçã do amor e animador (xiii, até rimou! Risos). Tudo começa a partir das 10h e Emerson Costa promete que o dia será repleto de alegria.

Cuidado onde leva o seu bichinho de estimação para tomar banho... Um “acidente” levou Sheik, um Chow-chow de quatro aninhos, dos amigos, Clóvis Cória e Cláudia Rego Barros – que estão desolados - para o céu dos cachorros, na última semana... O que seria uma ducha de relax, virou um verdadeiro pesadelo para o casal que, até hoje, busca uma explicação, convincente, claro, junto ao Pet shop... O bichinho chegou lá feliz, saudável e com vida, para mais um banho e teve um triste fim... Como filho feio não tem pai, como diz o velho ditado... Só para concluir... É o que sempre digo: determinados funcionários levam seus patrões a ruína... 

Em meados de novembro o Botequim dos meninos Martins, sai do papel e pula para realidade do contexto social de Macaé, prometendo momentos sen-sa-ci-o-na-is... Por lá, o chef, especialista em petiscos de botequim, Ilmar Santos, premiadíssimo por três anos como o melhor da categoria, o décor que será Macaé nos tempos de outrora, entre outras coisitas que ainda não posso adiantar... Mas será do balacobaco... Ah se vai! 

Estaria Mona Lisa grávida? Pois esta possibilidade existe e foi levantada pelo centro de Pesquisa e Restauração do Museu da França e pelo Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá. Por meio de raios infravermelhos, os pesquisadores teriam comprovado que Leonardo da Vince mudou de idéia algumas vezes enquanto produzia a obra. Observaram que, originalmente, a mulher retratada estaria com um vestido fino, feito de gaze, usado por mulheres grávidas ou mães recentes na Itália do século 16. Outro pesquisador, o francês Jacques Franck, diz ter descoberto a técnica do sfumato, ou esfumaçado. Da Vince teria usado pincéis muito finos, com tinta quase transparente, em sucessivas camadas. Para chegar a essa conclusão, Franck pintou, ele mesmo, uma versão da Mona Lisa. O trabalho durou 10 anos – especula-se que Da Vince teria demorado de três a quatro anos para terminar sua obra-prima. 

Parece brincadeira, mas o Natal já está aí... Uma loja de decoração já está toda enfeitada, com árvores maravilhosas, enfeites de cair o queixo e, guirlandas de babar... É Papai Noel... você mal foi e já está de volta... Ai, ai!

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua: - Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac escreveu: "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. 
- Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha.

Moral da história:
Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos e vamos longe, atrás
da miragem de falsos tesouros.
Até sexta-feira. Fui, mas volto... Como sempre faço, há oito longos anos.


restaurante e pizzaria
Av. Atlântica, 2910 -
 Praia dos Cavaleiros - Macaé/RJ 
 (22) 2773-3736
















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