11/04/2006
Revestimentos: O que você sabe?
Um pouco sobre a história do revestimento:
Quando surgiu a cerâmica? Bem a sua origem é imprecisa sendo um produto muito antigo pois alguns dos primeiros exemplos de seu uso para colorir e decorar superfícies, datam da civilização babilônica, do século 6 A.C.. A história dos revestimentos cerâmicos remonta há séculos, tendo sua origem perdida entre o oriente (China) e oriente médio (Turquia), quando apesar da tecnologia em decoração avançada para a época, sua produção era artesanal. Por muitos séculos o revestimento cerâmico foi sinônimo de produto luxuoso, usado no piso e parede das casas de pessoas ricas. Após a II Guerra Mundial, a produção de cerâmica (lajotas e azulejos) apresentou um desenvolvimento industrial considerável com o advento das técnicas de produção. A possibilidade de produzir em escala industrial baixou os preços e os tornou acessível à grande parte da população. Na fase inicial deste período, os revestimentos cerâmicos foram usados principalmente para satisfazer necessidades funcionais, tais como higiene e facilidade de limpeza e, desse modo, empregado em banheiros e cozinhas. A indústria cerâmica evoluiu com rapidez, desenvolvendo novos materiais que ampliaram consideravelmente as opções e tipos de revestimento disponíveis. Como resultado, a cerâmica gradualmente passou a ser uma opção para outros ambientes domésticos, como salas de estar, halls de entrada e quartos de dormir, bem como um material a ser usado em ambientes públicos e industriais e em áreas externas e internas.
O revestimento cerâmico não é só decorativo ele tem as seguintes funções de:
1. Proteger os elementos estruturais
2. Auxiliar nas vedações no cumprimento de suas funções:
- isolamento térmico
- segurança ao fogo
- estanqueidade de água e gazes
3. Regularizar a superfície dos elementos de vedação
4. Constituir no acabamento final, cumprindo as exigências de:
- estética
- valorização econômica
- higiene
Na hora de escolher o revestimento cerâmico devemos avaliar três fatores simultaneamente:
O fator estético, o fator custo e desempenho técnico. O arquiteto contratado para fazer as especificações busca analisar o espaço e as condições financeiras de seu cliente antes de idealizar um projeto e após este processo deve-se analisar as particularidades do mesmo, a especificação e execução dos serviços quando solicitado.
Tipos de revestimentos:
São três os básicos: cerâmica, retificado e porcelanato.
Cerâmica
É o mais conhecido pela característica de incluir duas partes: a massa e o esmalte.
Retificado
Possui um esmalte com maior resistência à mancha e um corte mais reto. Tem normalmente uma espessura mais grossa. Indicado para se trabalhar com juntas de 2mm e segundo alguns fabricantes podendo até mesmo ser assentado sem junta (peças encostadas - junta seca) pois o coeficiente de dilatação é mínimo.
Porcelanato
Produto criado para competir com mármores e granitos na aplicação de pisos e paredes. É um produto de massa única, o que significa dizer que não recebe esmalte. Sua superfície pode ser polida ou deixada ao natural. Por não possuir esmalte não é classificado por PEI e sim pela escala MOHS que varia de 0 a 9 sendo o nove o de maior resistência. Porém no Brasil trabalha-se com no máximo até o nível 7.
Parâmetros de classificação
Massa do piso
Quanto maior a quantidade de argila na composição da massa da cerâmica maior será seu grau de dilatação e de absorção de água (por causa da porosidade) limitando sua aplicação.COF - coeficiente de atrito Classifica a cerâmica quanto à capacidade de aderência (antiderrapante). O COF é classificado em 3 níveis 1,2 e 3 sendo o 3 com maior capacidade de aderência e o 1 com menor. Há uma tendência de o COF 1 em absorver menos sujeira do que o 2 e o três.
O grau de limpabilidade
É classificado de 1 a 5. Quanto maior a classificação mais fácil à limpeza.
Tamanhos
Os pisos variam em tamanho de acordo com os fornecedores.
Observação: observar o tamanho da área para escolha apropriada do tamanho do piso a ser utilizado. Normalmente, quanto maior a área recomenda-se tamanhos maiores de cerâmicas e vice-versa.
PEI - "porcelaine ename institute"
É a classificação da resistência do esmalte da cerâmica em relação ao desgaste causado pelo atrito (tráfego) ou desgaste por brasão. O Índice PEI varia de 1 a 5, onde são indicados os ambientes mais adequados para sua aplicação. Quanto maior o PEI (PEI 5) mais resistente é o piso com relação ao desgaste do esmalte.
PEI 1: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. Exemplo: banheiros e dormitórios residenciais sem portas para o exterior.
PEI 2: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com sapatos. Exemplo: todas as dependências residenciais, com exceção das cozinhas e entradas.
PEI 3: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujeira abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia (todas as dependências residenciais).
PEI 4: Produto recomendado para ambientes residenciais (todas as dependências) e comerciais com alto tráfego. Exemplo: restaurantes, churrascarias, lojas, bancos, entradas, caminhos preferenciais, vendas e exposições abertas ao público e outras dependências.
PEI 5: Produto recomendado para ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado. Exemplo: restaurantes, churrascarias, lanchonetes, lojas, bancos, entradas, corredores, exposições abertas ao público, consultório, outras dependências.
Absorção de Água
Um dos parâmetros de classificação das placas cerâmicas é a absorção de água, que tem influência direta sobre outras propriedades do produto. A resistência mecânica do produto, por exemplo, é tanto maior, quanto mais baixa for a absorção.
As placas cerâmicas para revestimentos são classificadas, em função da absorção de água, da seguinte maneira:
Porcelanatos: de baixa absorção e resistência mecânica alta (BIa Þ de 0 a 0,5%);
Grês: de baixa absorção e resistência mecânica alta (BIb Þ de 0,5 a 3%);
Semi-Grês: de média absorção e resistência mecânica média (BIIa Þ de 3 a 6%);
Semi-Porosos: de alta absorção e resistência mecânica baixa (BIIb Þ de 6 a 10%);
Porosos: de alta absorção e resistência mecânica baixa (BIII Þ acima de 10%)
OBS¹: A informação sobre o Grupo de Absorção deve estar presente na embalagem do produto e é de fundamental importância para que o consumidor selecione produtos que se adeqüem às suas necessidades, entre eles, o local onde será assentado. Para locais mais úmidos, como banheiros, por exemplo, recomenda-se à utilização de revestimentos com absorção de água menor e vice-versa.
OBS²: É importante ressaltar que as placas cerâmicas classificadas como BIII, com absorção de água acima de 10%, são recomendadas para serem utilizadas como revestimento de parede (azulejo), justamente por possuírem alta absorção e, portanto, resistência mecânica reduzida.
DICAS:
1 - Recebimento do Material:
Verifique se todas as caixas contêm produtos do mesmo tamanho, tonalidade, qualidade, lote e índice PEI (classe de abrasão superficial), e se essas especificações correspondem ao seu pedido e se estão discriminadas na embalagem.
2 - Como Armazenar Peças Sobressalentes:
Armazene as embalagens que sobraram em ambientes protegidos do sol e da chuva.
Evite lugares muito úmidos ou com possibilidades de empoçamento de água.
Mantenha as embalagens secas e em posição vertical.
3 - Limpeza:
Nunca utilize ácido para a limpeza dos revestimentos cerâmicos, ele corrói o esmalte, propiciando a entrada de agentes agressivos sob sua base.
Sua conservação e limpeza podem ser feitas com uma simples solução de água e detergentes neutros
Algumas novidades da coleção 2006 de revestimentos
A primeira edição da Revestir cumpriu plenamente os objetivos estabelecidos pela organização da feira e empresas participantes. Com foco no público dos segmentos de revestimentos cerâmicos e de mármores e pedras, a feira surpreendeu e superou todas as expectativas de público e volume de negócios.*
Falou-se muito em brilho, em cores fortes, nas texturas que lembram tecidos. E revisitou-se tendências já conhecidas: pastilhados, pedras e fibras. E deu de tudo um pouco, dos florais aos metalizados, e sempre, sempre em formatos extremos: de minúsculos a generosos. Enfim, está ai uma pequena amostra das coleções de 2006!**
*Texto retirado do site Revestir
* Texto retirado do site Eliane
Consultas feitas:
http://www.eliane.com/imprensa
http://www.portobello.com.br
http://vidrotil.com.br
Se você, leitor, tiver sugestões para esta coluna, envie um e-mail para grasielamancini@yahoo.com.br
Até mais,
Grasiela Mancini

grasielamancini@yahoo.com.br
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Grasiela
Mancini e Leticia
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