NutriAção - Dra. Gisele Pacheco

 
 

20/03/2007
Conhecendo a ANOREXIA...

A pressão de uma sociedade cada vez mais competitiva, o estresse e experiências traumáticas de vida, associados ao culto do corpo “perfeito” têm levado muita gente, na maioria mulheres, a maltratar seu organismo passando fome.
Uma simples vontade de emagrecer pode ser apenas vaidade. Mas, o culto à magreza muitas vezes esconde doenças sérias que podem levar à morte, como a ANOREXIA NERVOSA. 
Na anorexia nervosa ocorre uma busca incansável pela magreza, na qual o indivíduo come pouco ou deixa de comer para atingir seu objetivo. É um transtorno alimentar onde fatores ambientais, psicológicos e fisiológicos criam e mantêm o comportamento alimentar perturbado. Está presente um distúrbio de imagem, onde mesmo magérrima a pessoa se vê gorda e tem como maior objetivo chegar a pesos cada vez menores. Ocorre com mais freqüência em jovens e mulheres com imagens distorcidas do corpo.
Esse é o principal aspecto do quadro do distúrbio: perturbações da imagem corporal. O termo anorexia pode não ser de todo correto, tendo em vista que não há uma verdadeira perda de apetite, mas sim, uma recusa em se alimentar. 
A doença caracteriza-se pela limitação da ingestão de alimentos e se inicia com uma simples dieta, eliminando os alimentos ricos em energia inicialmente, porém todos os tipos de alimentos vão sendo restritos. Num estágio desenvolvido é possível observar pacientes que sobrevivem com poucos vegetais, uma fruta ou uma fatia de queijo, ocorrendo também o consumo de apenas café durante o dia inteiro.
A anorexia pode vir associada a outras patologias psiquiátricas, como depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), comportamentos compulsivos, dependência de álcool e outras drogas, do incentivo da magreza pela sociedade. As seqüelas físicas da anorexia nervosa são amenorréia (ausência de menstruação); caquexia (estado de fraqueza exagerado); diminuição da deposição do cálcio dos ossos, causando osteoporose e favorecendo fraturas sem traumas; diminuição do ritmo cardíaco; queda de pressão, o que pode acarretar morte súbita; aumento do nível de colesterol; anemia; micose nas unhas; entre outros. A fraqueza faz com que o corpo use a gordura, depois consuma a própria musculatura, chamada de depleção protéica, podendo levar à morte.
Emagrecer a qualquer custo é característica da sociedade moderna que encontra na contradição o seu maior estigma: nunca se comeu tanto e de maneira tão errada, assim como nunca houve tanta preocupação em se perder peso. 
Ao falar em perda severa de peso as dietas restritivas são inimigas silenciosas e severas. Apesar de não serem a principal causa, segundo pesquisas, elas podem aumentar em até 18 vezes a probabilidade de uma pessoa desenvolver um transtorno alimentar. A doença sempre surge a partir de uma restrição alimentar.
É consenso que o tratamento deve se basear no trabalho de equipe multidisciplinar com nutricionistas, médicos, psicólogos e psiquiatras. E, a melhor maneira de evitar o problema é uma boa educação alimentar desde a infância.
Quem quer qualidade de vida deve ter bons hábitos alimentares!!

giselenutricionista@gmail.com

Nutricionista formada pela UFF e pós-graduada em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.
Integra o grupo de nutricionistas da Petrobrás (Macaé – RJ), faz atendimento clínico em consultório e domiciliar, além de trabalhos de assessoria como: elaboração de cardápios personalizados e de listas de compras, confecção de rótulos e tabelas nutricionais, apresentação de palestras e treinamento de funcionários, entre outros.

Para esclarecimento de dúvidas sobre o tema ou sugestões para esta coluna, escreva para Dra. Gisele Pacheco no e-mail: giselenutricionista@gmail.com



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