Enfoque Contábil - Marcelino Soares

 
 

03/08/2004

A Era do Conhecimento

Vivemos na Era Pós-industrial, um novo mundo, onde o trabalho físico é feito pelas máquinas e o mental, pelos computadores. Nela cabe ao homem uma tarefa para a qual é insubstituível: ser criativo, ter idéias. Durante dois séculos, tempo que durou a sociedade industrial (1750-1950), o maior desafio foi a eficiência, isto é, fazer o maior número de coisas no menor tempo. Enquanto a agricultura precisou de dez mil anos para construir a indústria, esta precisou de apenas 200 anos para gerar a Era Pós-industrial. A sociedade em que vivemos afasta-se radicalmente da Sociedade Industrial para se constituir em Sociedade da Informação, ou mais apropriadamente, na Era do Conhecimento. Neste contexto, associam-se à informação, características de revisão contínua e de crescente grau de complexidade. As principais características da informação - complexidade, estabelecimento de novas conexões e atualização constante - implicam em uma nova visão da formação das pessoas. A busca de maior competitividade, por parte das empresas, com vistas à manutenção ou ampliação dos mercados, vem provocando novas exigências nos perfis profissionais demandados. Conjugar e harmonizar os complexos aspectos de gestão, de organização, de inovação tecnológica e de preparação e formação de novos perfis profissionais, são grandes desafios colocados para as empresas que queiram manter-se ativas e modernas no contexto da globalização da economia. Para acompanhar este novo processo de desenvolvimento do mundo, o capital físico - que era a variável-chave do crescimento econômico - perde lugar hoje para o capital humano, representado pelo conjunto de capacitações que as pessoas adquirem, através da educação, de programas de treinamento e da própria experiência, a fim do desenvolvimento de várias competências do ponto de vista profissional. As profissões passam por um processo de mutação espetacular. No perfil do profissional do futuro, as características mais valorizadas são: formação global e sólida, conhecimentos extras como a informatização e outras línguas, polivalência, cultura ampla com domínio de informações culturais e tecnológicas, capacidade de inovação, predisposição para mudanças, reciclagem contínua dentro da atividade, postura crítica, interação e interpretação antecipada das necessidades futuras da sociedade. A aprendizagem técnica continuada ganha ênfase para a suportação dos novos valores criados pela sociedade do conhecimento. Aliadas a uma sólida base técnico-científica, passam também a ser requeridas do profissional novas capacidades derivadas da necessidade de adaptação a contextos produtivos cada vez mais imprevisíveis e dinâmicos. Assim, as transformações em curso na Era do Conhecimento exigem dos profissionais um conhecimento altamente flexível e abrangente e, potencial de aperfeiçoamento continuado para que possam atuar nos mais diferentes contextos de trabalho. A educação não termina mais com o último certificado que se consegue obter. 

Autor: Geroldo Augusto Hauer(Colaboração: CELSO VANDERLEI NAVARRO BALBO, ESMANHOTTO & ADVOGADOS ASSOCIADOS, escritório associado à G.A.Hauer & Advogados Associados

Fonte: Gazeta do Povo

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