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09/02/2006
Profissional arrogante e "sabe-tudo" perde o emprego.
As empresas estão atrás de profissionais dispostos a aprender continuamente e que sejam cooperativos, em vez de competitivos. Quem aposta nisso é de Mônica Cristina Landim, diretora da Estação das Idéias.
A Estação das Idéias é especializada em treinar profissionais com crachá, dentro das empresas, "com cursos de aplicação imediata" no dia-a-dia das equipes e das organizações.
Mostrar-se, portanto, um "profissional arrogante, sabe-tudo agressivo e competitivo" é correr o risco de se manter por mais tempo nas filas do desemprego.
A demissão, diz Mônica Landim, desvincula o profissional (você) da vaga. É uma relação um para um, que gera a ilusão de que a sua recolocação dependerá, apenas, de se achar a nova vaga que se encaixe nas suas qualificações.
Claro que quem pensa assim está "redondamente enganado". No mundo real, cada vaga disponível "é disputada por até uma centena de pretendentes".
Mônica Landim acumula, desde 1996, quando criou sua empresa, algumas dicas que são essenciais para facilitar a sua disputa por uma nova vaga.
As empresas, diz, se dividem nas que alcançam a liderança do setor investindo no seu capital humano e as que são pegas no contra-pé e descobrem, em função dos prejuízos continuados, que ou investem em treinamento ou correm sérios riscos de sobrevivência.
"Mas todas as empresas já descobriram que só vale a pena contratar quem prova que tem disposição de aprender durante a vida toda", afirma.
O aprendizado vitalício entra, portanto, como um dos fatores decisivos na hora que se decide entre cem candidatos por uma vaga. "Além dos testes, que são cada vez mais sofisticados e que realmente detectam a disposição de aprender do profissional, a entrevista capta a motivação da pessoa com o próprio aprendizado", afirma Mônica
Landim.
É comum, diz, que o entrevistado reclame dos cursos que fez no último emprego. Ou que afirme que já esgotou tudo o que tem para se saber na sua área. "Vai deixar a vaga para o concorrente".
Outra característica decisiva na hora da contratação é se mostrar uma pessoa que sabe cooperar em vez de ser essencialmente competitiva. "As empresas descobriram que há mais ganhos na cooperação do que na competitividade entre pessoas, cargos e departamentos".
Ser um profissional arrogante e competitivo significa correr o risco de se manter por mais tempo desempregado. "E diminuir as chances de promoção dentro da organização, que precisa do perfil cooperativo, que integra talentos e percebe os objetivos estratégicos da empresa", afirma Mônica Landim.
O aprendizado vitalício torna os profissionais muito mais criativos, pois se cauteriza um perfil de uma pessoa que aprende dentro e fora da empresa. "Aprende-se hoje para se usar hoje mesmo, assimila-se novas técnicas no exercício das funções, trocando-se idéias, sugerindo, mudando, transformando".
Esse é o perfil ideal que as empresas líderes (talvez por isso) estimulam. E que muitas vezes, diz Mônica Landim, são improvisados por companhias que "pararam de aprender" e que começaram a perder mercado e lucratividade.
"Aprendizado vitalício não se improvisa", diz a diretora da Estação das Idéias. Para o profissional, requer uma mudança de atitudes e de auto-motivação permanentes. Para as corporações, é uma decisão estratégica, a ser adotada enquanto a empresa estiver de portas abertas.
Fonte: INVERTIA
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Quem
é Marcelino Soares.
Marcelino Soares, contabilista macaense, fundador da Contec Contabilidade Técnica de Macaé, com doze anos de atuação no mercado, membro da Associação Macaense de Contabilistas – AMACON.

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