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03/06/2005
Aplicação de Gases em Transporte de Alimentos
Tecnologia de atmosfera modificada
O processo consiste em substituir o ar que envolve o produto que se deseja conservar ou envasar por um gás ou mistura de gases de pureza alimentar, o qual (ou os quais) ofereça(m) melhores condições para a manutenção da qualidade física, química e microbiológica do produto, por um período de tempo maior. Tal processo pode aumentar ainda a resistência mecânica das embalagens.
Principais vantagens:
- Aumento da vida útil dos produtos nas prateleiras entre duas e cinco vezes quando em comparação com as embalagens comuns.
- Preservação da cor, forma e textura do produto, o que permite sua apresentação em embalagens atraentes, que não o escondem da visão do consumidor.
- Aumento da resistência mecânica da embalagem, o que evita a deformação do produto e previne a aderência normalmente causada pela embalagem a vácuo.
- Redução no uso de conservantes químicos, possibilitando preservar todas as características do produto.
Aplicações dos gases para embalagem
Nitrogênio (N2)
É usado para remover e substituir o oxigênio antes do fechamento da embalagem, principalmente para prevenir oxidação de pigmentos, rancificação de gorduras, reações de escurecimento. É um gás inerte, inodoro, pouco solúvel em água e gorduras e não possui nenhuma propriedade bactericida ou fungicida.
Dióxido de Carbono (CO2)
É um agente bactericida e fungicida que desacelera o crescimento e reduz a proliferação de bactérias aeróbicas e mofo, especialmente na ausência de oxigênio. É efetivo em uma concentração acima de 20% na atmosfera e é bastante solúvel em água e gorduras. Pode provocar a retração da embalagem, devido a sua alta solubilidade em água e gordura, o que é desejável nos casos em que se deseja, por exemplo, minimizar o efeito de estufamento em algumas embalagens.
Oxigênio (O2)
Em algumas aplicações é usado como elemento constituinte de uma mistura. Particularmente no caso das carnes vermelhas, a presença do oxigênio na mistura ajuda a manter a cor avermelhada, tão atrativa nos pontos de venda. Também previne a proliferação de organismos estritamente anaeróbicos, como no caso do peixe fresco.
Transporte de Alimentos com CO2
A otimização da operação logística de produtos alimentícios resfrigerados e congelados passa necessariamente por um controle rigoroso de tempo e temperatura de forma a garantir a cadeia do frio em todos os níveis. O controle da temperatura, durante o transporte, constitui fator preponderante para a manutenção da qualidade dos produtos transportados e conseqüentemente, proporcionar a segurança do consumidor final.
O CO2 na forma de gelo seco
O uso do pellets é particularmente simples e tem a vantagem de não requerer nenhum investimento em sistemas mecânicos de refrigeração. Sua utilização consiste em colocá-lo dentro do contêiner isolado termicamente juntamente com os produtos a serem transportados. A quantidade de gelo seco a ser utilizada dependerá da temperatura e do tempo de transporte.
O CO2 na forma de neve carbônica
Normalmente utilizado em caixas de embarque simples como caixas plásticas, papelão ou isoladas termicamente. Sua utilização constitui-se na aplicação da neve carbônica sobre os produtos antes da embalagem ser fechada e transportada para o embarque ou quando se deseja abaixar a temperatura do produto na embalagem, antes de entrar na câmara de armazenagem. A quantidade de neve a ser utilizada está em função da temperatura desejada, do tempo de transporte ou de armazenamento e da especificação de isolamento da embalagem.
Sistemas automáticos de resfriamento e controle de temperatura
Sistema com gelo seco
Esta opção está associada principalmente a veículos pequenos com rotas de distribuição urbana fracionadas. O gelo seco é colocado em um recipiente, na parte superior frontal do baú de transporte de carga, acoplado a um sistema automático de controle de temperatura que aciona um dispositivo de ventilação forçada, permitindo a homogeneização da temperatura dentro do baú aos níveis desejados.
O consumo de gelo seco é calculado em função da temperatura desejada na carga, tempo de transporte e tipo de isolamento do baú de carga.
Vantagens do sistema:
• Baixo investimento
• Compacto e flexível para várias temperaturas;o CO2 é bacteriostático
• Manutenção simples
Sistema com CO2
Líquido e recipiente criogênico móvel. Consiste na adaptação de um recipiente móvel na parte interna ou externa ao baú de transporte, o qual armazenará o CO2 líquido e garantirá o fornecimento de neve carbônica para o controle da temperatura durante o tempo de transporte.
A refrigeração é obtida pela pulverização/injeção do CO2 líquido, que, passando a neve carbônica , abaixa a temperatura do baú aos níveis requeridos. Os bicos injetores são distribuídos ao longo do comprimento do baú em sua parte interna superior.
O controle de temperatura poderá ser manual ou automático através de sensores de temperatura que podem acionar a injeção do CO2 líquido.
É recomendável para situações de rota de longo percurso com veículos médios e distribuição urbana fracionada. Sua versatilidade e simplicidade permitem diferentes arranjos no posicionamento dos tanques de CO2 líquido.
Principais vantagens:
• Preservação da qualidade do produto
• Simplicidade de operação: basta somente ajustar o termostato e acionar o sistema
• Resfriamento imediato: a inércia térmica é virtualmente zero
• Manutenção mínima
• Preservação da qualidade do produto
• Garantia da Cadeia do Frio
• Baixo investimento
• Compacto
• Bacteriostático
A estação é composta por:
• Um reservatório de CO2 líquido
• Flexível de distribuição para o gás
• Pistola de injeção presa a um equilibrador de carga
• Sistema de extração de CO2 gasoso
O controle de injeção do gás carbônico é realizado automaticamente e considera os seguintes dados:
• As características do contêiner isotérmico
• O tempo de transporte
• A temperatura média de transporte
• A pressão do reservatório de CO2 líquido
Vantagens do sistema:
• Flexibilidade para diferentes temperaturas
• Substitui sistema de refrigeração mecânica
• Preserva a qualidade do produto
• Elevada a capacidade frigorífica : 150 calorias / kg
• Produto aprovado pela norma E 290 (européia)
• Dosagem otimizada do gás carbônico
• Propriedades bactericidas
Aplicação de Gases nas Indústrias de Bebidas
Aplicações de gases inertes às bebidas de uma forma geral necessitam da utilização dos gases inertes, seja como ingrediente de sua formulação, como é o caso do gás carbônico aplicado na carbonatação de bebidas ou como uma atmosfera protetora nas diversas etapas do processamento.
Os principais pontos de aplicação dos gases durante o processo são:
• Purga dos tanques de estocagem antes do enchimento.
• Substituição automática do volume de líquido retirado por um volume equivalente de gás inerte.
• Transferência de líquidos por pressão.
• Homogeneização (mistura de bebidas, mistura com outros componentes de formulação).
• Remoção do oxigênio dissolvido no líquido através da injeção do nitrogênio na linha do produto (Sparging).
• Inertização de tanques, linhas de envase e headspace das embalagens com atmosfera protetora de nitrogênio.
• Pressurização, purga e contrapressão de embalagens
Aplicações de ozônio
Na indústria de bebidas, o ozônio têm se tornado bastante atraente como agente sanitizante. Entre as principais vantagens da utilização do ozônio, em relação aos outros sanitizantes que contêm cloro, está sua poderosa ação como desinfetante e oxidante, matando contaminantes microbiológicos como E. coli mais de 3.000 vezes mais rápido do que o cloro.
Nas aplicações de reciclo de água, possibilita a redução do consumo e do tratamento de água. Outra importante característica é que o ozônio apresenta-se como alternativa limpa, sem nenhum impacto negativo ao meio ambiente.
Por ser instável e de vida útil reduzida, o ozônio não gera nenhum subproduto prejudicial à saúde, como os trihalometanos (THM) e não altera o sabor e o odor dos produtos por ele tratados.
Aplicação de Gases na Indústria de Vinhos
Aplicações na indústria de vinhos
Maceração Carbônica
Saturação prévia das cubas com gás carbônico, acelerando o processo de fermentação.
Controle de Temperatura
Aplicado nas vindimas e durante o transporte com a utilização de gelo seco, para evitar a sobrematuração.
Fermentação
Vinhos tintos (remontagem do mosto por aplicação de Aligal 1) e vinhos brancos (hiperoxigenação do mosto antes da fermentação em cuba com Aligal 3).
Armazenagem, decantação e transferência
Aplicação de Aligal 1, 12, 13 ou 15, de acordo com o teor de CO2 dissolvido no vinho.
Ajuste do teor de gás carbônico
Após filtração, aplicação de Aligal 1 ou 2 para preservar a qualidade organoléptica do vinho.
Homogenização
Aplicação de Aligal 1 ou 12, como agente de agitação.
Inertização de cubas e barris
Aplicação de Aligal 1, 12, 13 ou 15.
Transferência e purga
Aplicação de Aligal 1 ou 12 na transferência do vinho entre tanques e purga de canalizações.
Transferência para os barris
Aplicação de Aligal 1 ou 12 na transferência do vinho.
Tiragem a partir de barris
Aplicação de Aligal 1 ou 12 para pressurização e transferência.

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