QSMS / Off-Shore - Luciano Barros

 
 

11/10/2005
Rio de Janeiro tem grupo para desenvolver projetos e quer créditos de carbono por adoção de GNV

O Rio de Janeiro já organizou um grupo destinado a desenvolver e incentivar projetos públicos e privados que concorram aos créditos de carbono. O governo do estado criou recentemente uma Comissão do Protocolo de Kyoto, ligada diretamente ao gabinete da governadora Rosinha Matheus. 

O secretário de Estado de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, lembra que o governo já vem incentivando a utilização de fontes alternativas de energia. Ele destaca a implantação de GNV - Gás Natural Veicular. "Nós estimulamos os consumidores que estão substituindo a gasolina, um combustível fóssil, pelo GNV, que, embora também tenha origem fóssil, polui infinitamente menos. É um combustível limpo". 

Victer explica que o mecanismo usado para o incentivo é o da isenção fiscal. "Além da isenção do ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, estamos reduzindo o valor do IPVA - Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores", diz ele.

Segundo o secretário, estudos preliminares indicam que a adoção do GNV traz um potencial de redução de cerca de 380 mil toneladas de CO² por ano. "Nós formamos uma parceria com a Feema - Fundação Estadual de Engenharia e Meio Ambiente para verificar o potencial de redução de gases causadores de efeito estufa, somente em decorrência do aumento da frota de veículos movidos a gás natural e, dessa forma, abalizar a viabilidade desse incentivo para o credenciamento aos créditos de carbono"

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