Mensagens - Virgínia Martins

 
 

12/07/2004

Entrevista com Deus

Entre, disse Deus.
Então, você gostaria de Me entrevistar?" 

- "Se o Senhor tiver tempo", respondi.

Deus sorriu e disse:

- "Meu tempo é a eternidade e é suficiente para qualquer coisa.
Que perguntas tem em mente para me fazer?"

- "O que mais O surpreende a respeito dos homens?"

Deus respondeu: 

"Que eles se chateiam em ser crianças, tem pressa de crescer, e então desejam ser crianças novamente.

Que eles perdem sua saúde para ganhar dinheiro e então gastam o dinheiro para recuperar a saúde.

Que por pensarem ansiosamente sobre o futuro, eles esquecem o presente, de modo que não vivem nem o presente nem o futuro.

Que vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..."

A mão de Deus pegou as minhas e ficamos em silêncio por um instante e então perguntei...

- "Como Pai, que lições de vida quer que seus filhos venham a aprender?"

Deus respondeu com um sorriso:

- "Aprender que eles não podem fazer 
ninguém amá-los. 
O que eles podem fazer é permitir que sejam amados.

Aprender que o mais valioso não é o que eles têm em suas vidas, mas quem eles têm em suas vidas.

Aprender que não é bom se comparar a outros. 
Todos serão julgados individualmente por seus próprios méritos.

Aprender que uma pessoa rica não é a que tem mais, mas a que precisa de menos.

Aprender que são necessários poucos segundos para 
abrir feridas profundas em pessoas que amamos,
e pode levar anos para curá-las.

Aprender a perdoar, exercitando o perdão.

Aprender que há pessoas que o amam sinceramente, 
mas simplesmente não sabem expressar ou mostrar 
seus sentimentos.

Aprender que o dinheiro compra qualquer coisa, menos a felicidade.

Aprender que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-la completamente diferente.

Aprender que nem sempre é suficiente ser perdoado pelos outros, mas perdoar a si mesmos."

Sentei por um tempo, saboreando o momento.

Agradeci a Ele pelo tempo dispensado e por tudo que Ele me proporcionou.

E Ele respondeu: 

- "Estou aqui, 24 horas por dia."

As pessoas esquecem o que você diz.
As pessoas esquecem o que você faz.
Mas elas nunca esquecem o que você as fez sentir..."


O que é o Amor?

Em uma vilazinha do interior, havia uma pequena escola que comportava todas as crianças da região.

Uma professora em especial, era muito querida pelos seus pequenos alunos.

Eles sentiam-se tão a vontade em sua presença, que não hesitavam em perguntar o que lhes viesse à cabeça.

Durante uma aula, um aluninho perguntou:

- Professora, o que é o amor?

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta que fizera, e pensou em um modo de explicar na prática, para que todos compreendessem melhor. 

Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que cada um trouxesse o que mais despertasse nele, o sentimento de amor.

Assim, a resposta serviria para todos e seria melhor entendida.
As crianças saíram apressadas e findo o recreio voltaram entusiasmadas.

A professora então pede:

- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

A primeira criança disse:

- Eu trouxe esta flor, não é linda?
Vou levá-la para casa e colocá-la em um vaso bem bonito.

A segunda criança falou:

- Eu trouxe esta borboleta.
Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.

A terceira criança completou:

- Eu trouxe este filhote de passarinho.
Ele havia caído do ninho junto com 
outro irmão.
Não é uma gracinha?

E assim as crianças foram se colocando, 
uma a uma.

Quando todos já haviam apresentado o que cada um trouxe, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo.

Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido.

A professora se dirigiu a ela e perguntou:

- Meu bem, por quê você não trouxe alguma coisa?

E a criança timidamente respondeu:

- Desculpe professora.
Vi a flor, senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo e as pessoas pudessem contemplar sua beleza.

Vi também a borboleta, leve, colorida!
Ela parecia tão feliz voando de lá para cá, que
não tive coragem de aprisioná-la.

Vi também um passarinho caído entre as folhas, mas ao subir na árvore notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.

Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe 
do passarinho.

A professora agradeceu emocionada àquela criança e lhe deu nota máxima.

Essa criança, dentre todas, fora a única que percebera que só podemos trazer o amor 
no coração.

Somente no coração...

Eliane de Araujoh

virginia@azullimao.com.br




 

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